Auditório lotado, o que não é nenhuma novidade por aqui, para receber Tom Stoppard, um ícone da dramaturgia em língua inglesa. Na platéia, a cientista Gabrielle Walker, acompanhada da equipe do British Council, que flagrou também Regina Casé, Ricardo e Gisela Amaral, Liz Calder e Richard Price. Com mediação espirituosa e ao mesmo tempo tímida de Luis Fernando Veríssimo, Sir Tom deixou o público boquiaberto e mudo enquanto falava. De repente, uma campainha de celular ecoa no auditório. Sir Tom faz uma pausa em sua apresentação e emenda com “Se for para mim, por favor diga que estou ocupado”. Gargalhada geral.
Um dos pontos altos foi quando Stoppard contou um “segredo”: não considera que seja um mistério para ele nem para qualquer escritor como é escrever um diálogo impactante e excepcional. Disse que gostaria de ter escrito, e na verdade seria capaz de ter escrito, a fala de Tommy Lee Jones no filme O Fugitivo, que responde com um I don’t care (Não dou a mínima) a um apelo do personagem interpretado por Harrison Ford, quando este diz que não matou a esposa.